quarta-feira, 9 de abril de 2014

A minha opinião sobre a dieta Paleo

Pelos vistos a moda veio para ficar, e a dieta Paleo tem cada vez mais aderentes, vamos esclarecer uns pontos que considero fundamentais para que se ajude a tomar decisões com alguma responsabilidade:

Nos dias de hoje, o ser humano não caça aquilo que come, normalmente vamos ao supermercado comprar aquilo que comemos. Temos os nossos empregos, muitas vezes sedentários, de secretária, podemos ou não fazer exercício umas vezes por semana, mesmo fazendo alguma actividade física, nunca vai ser comparável á daquela época, a maior parte das pessoas vive numa casa, confortável, climatizada e não tem de estar sujeito e exposto ás condições climatéricas adversas e á existência ou não de alimento.

Na altura do paleolítico, comia-se de forma sazonal, o que acho óptimo pois, quando comemos desta forma, os nutrientes concentram-se ao máximo nos alimentos e estamos a promover uma agricultura sustentável. 

Os animais selvagens têm uma composição corporal muito diferente dos animais criados nas explorações actuais (nomeadamente em termos de gordura, porque são muito mais gordos). Ao consumirmos carne, mesmo sendo magra, existe sempre gordura que nela vai "agarrada". Hoje em dia, se comprarmos carne, por exemplo no supermercado, estes animais, que são criados em explorações relativamente grandes, vão conter antibióticos, hormonas, dioxinas, e outros contaminantes, que são são geralmente lipofílicos ("agarram-se á gordura) , ao consumir diariamente carne,  acabamos por ingerir e não eliminar estes contaminantes lipofílicos portanto, a qualidade da carne de hoje em dia é pior e os supracitados passam a fazer parte da nossa própria gordura.

Concordo com muitos benefícios proclamados por esta dieta, nomeadamente se o objectivo for a perda de peso, prevenir algumas doenças como a diabetes tipo 2, melhoria do perfil lipídico do sangue, pressão arterial. No entanto, é de realçar que nem toda a gente pode ter este tipo de dieta, o excesso de proteínas pode ser muito prejudicial para algumas pessoas, quando se pretende enveredar por um regime alimentar deste género, análises sanguíneas devem ser feitas, doenças devem ser avaliadas e um profissional de saúde deve ser consultado.

Consumir muita carne, tem um custo muito elevado para o nosso planeta, para produzir somente 1Kg são necessários milhares de litros de água, a produção animal em grande escala é altamente poluente.

Não sou contra esta dieta, não a considero ideal, nem próximo disso, o que eu acho que é importante, é refletirmos enquanto seres humanos, pesarmos os prós e os contras, vivemos num mundo onde há fome, num planeta poluído, é inteligente da nossa parte avaliar o impacto daquilo que fazemos e as decisões que tomamos.

Não existem dietas ideais que sejam válidas para todos , cada pessoa é um ser individual, com necessidades e características próprias condicionadas pela sua genética e o ambiente onde está inserido. Tente saber aquilo que precisa e faça uma boa escolha. O tempo não volta para trás, a caminho é em frente com o conhecimento do passado.

Luís Daniel Campos
Nutricionista

Sabia que?

1 laranja pequena tem:

45 Calorias
2g de fibra
fornece 85% da vitamina C que precisamos por dia, 7% da necessidade de ácido fólico, 6% de tiamina e 5% de potássio.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Salada com mozzarela e laranja

Tenho sempre um saco daquelas misturas de alfaces e rúcula no frigorífico, hoje não me apeteceu cozinhar, por isso fiz uma salada muito rápida! Levou 1 mozzarela baixo teor em gordura, 1 laranja, 8 tomates cherry, 6 azeitonas verdes e o prato cheio de alfaces baby e rúcula, temperei com vinagre balsâmico, 1 fio de azeite e orégãos! Bom apetite :)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sabia que comer uma porção de 130g leguminosas por dia ajuda a baixar o LDL?

O estudo, uma meta análise, liderada pelo Dr. John Sievenpiper, foi publicado hoje no Canadian Medical Association Journal.

"Comer uma porção de 130g por dia de feijão, ervilha, grão de bico ou lentilhas pode reduzir significativamente o LDL (colesterol "mau"). Ao comer esta porção por dia, as pessoas poderiam baixar o seu LDL ("mau" colesterol) por cinco por cento o que se traduziria numa redução de 5-6 por cento no risco de doenças cardiovasculares"


Alimentos e produtos alimentares


Alimentos que podem ajudar a combater a insónia

A insónia é uma perturbação do sono que pode ter várias causas, uma delas é o stress do dia-a-dia, excesso de cafeína, dormir num ambiente que não seja o adequado em termos de luz, ruído, temperatura, comer demasiado ao jantar, trabalhar por turnos...

Existem alguns alimentos que podem melhorar a qualidade do sono, pelas suas propriedades calmantes como alface, chá de camomila, maracujá.

Para dormirmos melhor, têm de ser criadas condições no nosso organismo, uma alimentação que contenha triptofano, vitaminas do complexo B, magnésio pode ser útil porque ajuda na produção de serotonina, o que vai aumentar a sensação de bem-estar e ajudar num sono reparador, alguns alimentos que podem ajudar: leite, iogurte, banana, nozes, batata, feijão, lentilhas, arroz,  abacate, soja, frutos do mar, salmão, sementes de girassol, linhaça.

Ter uma vida saudável, um peso adequado à altura, fazer exercício físico, ter uma dieta equilibrada e variada são factores muito importantes no que toca á qualidade do nosso sono. 

Insónia aumenta o risco de sofrer AVC

Recentemente foi publicado um estudo pela American Heart Association, "Insomnia may significantly increase stroke risk." que relaciona a ocorrência de insónia em jovens adultos (18-34 anos) com o risco de sofrer AVC  e doenças relacionadas, o que se descobriu foi que a incidência de AVC é  8 vezes maior a quem sofria de insónias entre os 18 e os 34 anos, a Diabetes aumenta ainda mais o risco de sofrer AVC para que já tinha insónias naquele intervalo de idades, a probabilidade de sofrer hospitalização para que sofre um AVC nestas condições aumenta 54%. 

Este estudo é o primeiro a tentar quantificar este risco, utilizando uma grande amostra (85000 participantes) e o primeiro a avaliar se o risco de acidente vascular cerebral difere por subtipos de insónia (dificuldade em iniciar ou manter o sono; insónia crónica ou persistente, que tenha durado pelo menos 6 meses; ou insónia recaída depois de ser diagnosticado livre de doença por mais de 6 meses em qualquer ponto de avaliação do estudo).

O mecanismo que liga a insónia ao AVC não é totalmente compreendido, mas a evidência mostra que a insônia pode alterar a saúde cardiovascular através de inflamação sistemática, intolerância à glicose, aumento da pressão arterial ou hiperatividade simpática. Alguns factores comportamentais (por exemplo, actividade física, dieta, consumo de álcool e tabagismo) e fatores psicológicos como o estresse pode afetar a relação observada.

Este estudo foi feito em Taiwan, o que pode ou não ser verosímil na nossa realidade, o importante é não aceitar a insónia como algo benigno, o melhor é consultar o médico e tentar solucionar o problema.