segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O frio do Inverno pode ajudar a emagrecer

Boas notícias para quem abusou nesta quadra festiva que passou.


Investigadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, descobriram que, a exposição ao frio, aumenta os níveis de uma proteína recentemente descoberta, que é fundamental à produção da gordura castanha, tipo de gordura que, no nosso corpo é responsável por gerar calor. Com o aumento da exposição ao frio, a proteína, chamada fator de transcrição Zfp516, também ajuda a gordura que possuímos em maior abundância, a gordura branca, aquela que armazena a energia em excesso, a tornar-se mais parecida com a gordura castanha na capacidade de produzir calor em resposta ao frio.

Os investigadores descobriram que, ratos com níveis de Zfp516 aumentados, ganharam 30% menos peso do que ratos que estavam num grupo controlo, ambos com a mesma dieta, alta em gorduras.

"Saber quais as proteínas que regulam a gordura castanha é um achado significativo porque a gordura castanha é importante não só para termogénese, mas sabe-se que também afeta o metabolismo e insulino-resistência.", diz o investigador principal, Hei Sook Sul, professor de Ciências da Nutrição e Toxicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley. "Se pudermos de alguma forma aumentar os níveis desta proteína por meio de fármacos , você poderia ter mais gordura castanha, e poderia perder mais peso, mesmo se comer a mesma quantidade de comida." .

Gordura branca, gordura castanha, gordura boa, gordura má...

Ao contrário da gordura branca, que armazena energia em excesso, a gordura castanha, queima energia para nos manter aquecidos. Esta última obtém a sua tonalidade através dos níveis relativamente altos de mitocôndrias, que são como que uma estação de energia da célula. Nos seres humanos, pensava-se que a gordura castanha estava presente somente em crianças, mas reservas desta foram descobertas recentemente em adultos ao redor de áreas tão vitais como o coração, o cérebro, pescoço e coluna vertebral.

Os autores do estudo dizem que pelo fato de geralmente vivermos as nossas vidas em ambientes controlados com temperatura ambiente, a nossa necessidade de gordura castanha tem diminuído ao longo do tempo.

"Tem-se observado que os trabalhadores ao ar livre no norte da Finlândia, que estão expostos a temperaturas frias têm uma quantidade significativamente maior de gordura castanha quando comparados com indivíduos da mesma idade que trabalham no interior, mas no geral, a percentagem de gordura castanha nos adultos é pequena em comparação com gordura branca, ", diz o professor Sul. "Também sabemos que as pessoas obesas têm níveis mais baixos de gordura castanha.".

A equipa da UC Berkeley descobriu que a proteína Zfp516 ativa a proteína desacopladora 1 (UCP1), encontrada somente nas mitocôndrias de gordura castanha que estão envolvidos na produção de calor.

"A quantidade de UCP1 produzida pelas células adiposas do género das castanhas será menor do que a de gordura castanhas convencionais, mas uma vez que 90 por cento da gordura no nosso corpo é composto de gordura branca, encontrar uma maneira de fazer com que este tecido agisse mais como as do género da gordura castanha poderia ter um impacto significativo ", diz o professor Sul.

Tornar a gordura branca num tecido com o comportamento da gordura castanha

Quando os pesquisadores desativam o gene para Zfp516 em embriões de ratos,  estes não desenvolvem nenhuma gordura castanha. Numa outra experiência, os investigadores descobriram que os ratos com níveis mais elevados de proteína Zfp516 foram capazes de converter o tecido adiposo branco em gordura com comportamento típico da gordura castanha quando exposta ao ar frio. Depois de quatro horas numa sala mantida a 4 graus Celsius, a temperatura do corpo dos ratos com a proteína Zfp516 aumentada  foi, em média, 1 grau Celsius maior do que um grupo de ratos normais de controlo com os níveis de proteína normais.

"Esta diferença de temperatura do corpo é enorme para os ratos", disse o co-autor principal Jon Dempersmier, um aluno de doutoramento em Ciências da Nutrição e Toxicologia. "A gordura branca com o comportamento típico da castanha é indutível pelo frio. A gordura castanha convencional, o tipo encontrado em bébés e prevalente em roedores, sempre tem uma grande quantidade de UCP1 e mitocôndrias, a fim de realizar a termogénese."

Os ratos com proteína Zfp516 aumentada também ganharam menos peso do que os seus irmãos de ninhada, inalterados, após ambos os grupos terem uma dieta rica em gordura durante quatro semanas.

"Isto sugere que os ratinhos transgénicos foram protegidos contra a obesidade induzida pela dieta", diz o prof. Sul. "Esta proteína poderia tornar-se um alvo importante para a investigação sobre o tratamento e prevenção da obesidade e de doenças relacionadas com a mesma."

Os autores do estudo observaram que há uma área ativa de pesquisa na relação entre a gordura castanha e diabetes. Níveis mais altos de gordura castanha estão associados a uma maior sensibilidade à insulina. A resistência à insulina leva a diabetes tipo 2.

Os investigadores observaram que há uns  passos a dar entre a descoberta da proteína em ratos e determinar se esta pode ser útil em humanos, no entanto, ter um alvo claro é um desenvolvimento muito importante.

"A gordura castanha é ativa, queima calorias para manter o corpo quente", disse Dempersmier. "Vai queimar gordura, e vai queimar a glicose. Assim, a ideia é que,  podemos aproveitar isso, podemos tentar usar isso numa terapia para a perda de peso e para a diabetes."

Fonte: University of California - Berkeley. "To trigger energy-burning brown fat, just chill." ScienceDaily. ScienceDaily, 8 January 2015. 

   

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sabia que?

Um estudo publicado este mês, sugere que o consumo de 5 porções de frutas + legumes são tão benéficos para a saúde mental  e bem-estar como a prática de actividade física.



Referência:
  1. S. Stranges, P. C. Samaraweera, F. Taggart, N.-B. Kandala, S. Stewart-Brown.Major health-related behaviours and mental well-being in the general population: the Health Survey for EnglandBMJ Open, 2014; 4 (9): e005878 DOI: 10.1136/bmjopen-2014-005878

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Encontrada correlação entre as gorduras ingeridas no leite materno e o sucesso académico

Nós somos o que comemos, já diz o velho ditado, actualmente, um novo estudo conduzido por investigadores da UC Santa Barbara e University of Pittsburgh , sugere que o ditado não se aplica somente à saúde física, mas também à saúde intelectual. 

Num artigo publicado na Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids journal, foram comparados os perfis dos ácidos gordos do leite materno de mulheres de mais de 24 países assim como o desempenho dos seus filhos em exames académicos.

O resultado da pesquisa mostra que, a quantidade de ómega-3(DHA,gordura normalmente encontrada em alguns peixes, frutos secos e semente) no leite materno, é um forte preditor de sucesso no teste.

Por outro lado, a quantidade de ómega-6(gordura encontrada no óleos vegetais como o de milho e de soja), prediz resultados mais baixo nos testes.

Quando a quantidade de DHA (ómega-3) e ácido linoleico (LA), o mais comum ácido gordo do tipo ómega-6, foram considerados em conjunto, explicaram quase metade das diferenças nos resultados dos testes. Nos países onde as dietas da mãe contêm mais ómega-6, os efeitos benéficos do DHA parecem ser reduzidos.

O cérebro humano necessita diariamente de ácidos gordos do tipo ómega-3, especialmente o DHA, no entanto, e a busca do equilíbrio entre os ácidos gordos ómega-3 e ómega-6 não é recente, o ideal seria haver uma proporção de 1:3 a 1:5 entre estes dois ácidos gordos. O que não acontece nos padrões alimentares actuais, que são de 1:10 a 1:20.
O esquema abaixo mostra como um rácio de ómega-6 superior ao ómega-3 é responsável por criar um ambiente pró-inflamatório no nosso organismo.


Referência:
  1. W.D. Lassek, S.J.C. Gaulin. Linoleic and docosahexaenoic acids in human milk have opposite relationships with cognitive test performance in a sample of 28 countriesProstaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids (PLEFA), 2014; DOI: 10.1016/j.plefa.2014.07.017

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pode uma má alimentação, rica em gorduras, afectar o olfacto?

Segundo um estudo publicado no Journal of Neuroscience , foi possível demonstrar uma forte ligação entre uma má alimentação e a perda de olfacto. 

Num mundo onde a alimentação rica em gorduras, sal e açúcar reina em concomitância com o aumento do excesso de peso e obesidade. Esta investigação pode abrir portas a toda uma série de estudos que façam a ligação entre más escolhas alimentares e perda de algumas funções sensoriais.




 Fonte:
N. Thiebaud, M. C. Johnson, J. L. Butler, G. A. Bell, K. L. Ferguson, A. R. Fadool, J. C. Fadool, A. M. Gale, D. S. Gale, D. A. Fadool. Hyperlipidemic Diet Causes Loss of Olfactory Sensory Neurons, Reduces Olfactory Discrimination, and Disrupts Odor-Reversal LearningJournal of Neuroscience, 2014; 34 (20): 6970 DOI: 10.1523/JNEUROSCI.3366-13.2014

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Zinco e 8 implicações no organismo humano

O Zinco é identificado como sendo um dos elementos minerais mais importantes no organismo humano num artigo de revisão "Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety", publicado pelo Institute of Food Technologists (IFT). O zinco não é apenas um elemento vital em vários processos fisiológicos é também um fármaco utilizado para prevenir muitas doenças.

O corpo adulto contém cerca de duas a três gramas de zinco. Este pode ser encontrado nos órgãos, tecidos, ossos, fluidos e células. Alimentos com alto teor de proteína, especialmente proteína animal, são a principal fonte de zinco na dieta humana. O zinco pode ser utilizado fortificado em outros alimentos. Quase metade da população mundial está em risco de ingestão inadequada de zinco. Este artigo reviu vários estudos  e estes mostraram a relação entre o zinco e vários processos fisiológicos vitais  no ser humano como os seguintes:

Cérebro: O teor de zinco no sangue é inferior em pacientes com a doença de Alzheimer e doença de Parkinson (Brewer e outros 2010) Num estudo envolvendo  roedores, observou-se o zinco que se comporta como um anti-depressivo (Nowak e outros, 2005).

Sistema Cardiovascular: O zinco desempenha um papel notável na regulação da pressão arterial. Machos e fêmeas metabolizam o zinco de forma diferente quando sofrem de hipertensão (Tubek, 2007).

Fígado: A deficiência de zinco no fígado, não ocorre somente naqueles com cirrose hepática, ocorre também na doença hepática alcoólica menos avançada e hepatite não alcoólica (Bode e outros, 1998).

Gravidez: Uma leve deficiência de zinco durante a gravidez pode causar aumento da morbidade materna, sensação de gosto anormal, gestação prolongada, problemas no parto, hemorragia atónica, e um aumento do risco para o feto (Jameson, 1993).

Diabetes: O zinco é muito importante na síntese, armazenamento e a secreção de insulina (Chausmer 1998). Um baixo nível de zinco tem mostrado desempenhar um papel importante em diabéticos com doença associada, tal como a doença da artéria coronária e diversos factores de risco relacionados, incluindo a hipertensão, e níveis elevados de triglicéridos (Singh e outros, 1998).

Sistema Endócrino: Estudos mostram uma correlação entre a deficiência de zinco em pacientes geriátricos e actividade reduzida da glândula timo e as suas hormonas, diminuição da resposta à vacinação, e redução da imunidade (Haase e Rink, 2009).

Cura: A deficiência de zinco tem sido associada com a cicatrização retardada, e foi mostrado ser crucial para a cicatrização de úlceras gástricas, especialmente em fase inicial (Kennan e Morris, 1993; Andrews e Gallagher-Allred, 1999; Watanabe, 1995).

Pneumonia: O zinco pode encurtar a duração da pneumonia grave e encurtar o internamento hospitalar (Brooks, 2004).

Fonte:
  1. Kuljeet Kaur, Rajiv Gupta, Shubhini A. Saraf, Shailendra K. Saraf. Zinc: The Metal of LifeComprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, 2014; 13 (4): 358 DOI: 10.1111/1541-4337.12067

Fontes Alimentares de Zinco
 
Alimentos
Zinco (mg/100 g)
Ostras frescas
45,0 – 75,0
Amêijoas
21,0
Gérmen de trigo, farelo de trigo
13 - 16
Castanha do Brasil
7.0
Carnes
4,5 – 8,5
Queijo parmesão
4,0
Ervilhas secas
4,0
Avelãs
3,5
Gema de ovo
3,5
Amendoins
3,0
Sardinhas
3,0
Frango
2,85
Nozes
2,25
Pão de trigo
1,65
Grão de Bico
1,4
Gambas e camarões
1,15
Ovo inteiro
1,1
Leite
0,75
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte: EUFIC 
 
Dose Diária Recomendada (DDR) em miligramas (mg)
IdadeHomensMulheresGravidezAleitamento
0-6 meses2 mg2 mg----
7-12 meses3 mg3 mg----
1-3 anos3 mg3 mg----
4-8 anos5 mg5 mg----
9-13 anos8 mg8 mg----
14-18 anos11 mg9 mg12 mg13 mg
>19 anos11 mg8 mg11 mg12 mg
Dietary Supplement Fact Sheet: Zinc. Office of Dietary Supplements. National Institutes of Health. Acedido a 21/07/2014

sexta-feira, 11 de julho de 2014

E fruta na salada?

Pessoalmente não gosto muito de comer fruta logo após as refeições, e durante? Gostei desta forma, colorida e muito saborosa :) 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Salada de Costeleta de vaca

No Domingo fiz umas costelas de vaca dos Açores, sobrou-me carne que guardei imediatamente no frigorífico. Hoje resolvi aproveitar essa carne que me sobrou e fazer uma bela salada para dois.

Ingredientes:

carne de  costeleta de vaca
mistura baby leafs de alfaces e rúcula
1/2 tomate 
8 tomates mini chucha
1/4 cebola pequena
pimento  verde e vermelho
10 azeitonas 
1 colher de sopa de queijo grego
1 colher de chá de queijo parmesão em pó
1 colher de sopa de azeite
vinagre balsâmico q.b.
orégãos